MITOS E FATOS SOBRE A CARNE BOVINA
1. Americanos consomem muita carne:
Na média, os americanos consomem somente 147g de alimentos do grupo de
carnes/ por dia enquanto o Guia Alimentar da USDA recomenda 165g, baseado
numa dieta de 2000kcal. Estudos mostram que 72% das mulheres e 37% dos
homens não estão consumindo o número mínimo de porções do grupo de
proteínas.
Além disso, 87% das meninas de idade 6 – 11 anos, 74% das meninas de
idade 12 -19, 76% dos meninos de 6- 11anos e 45% dos meninos de idade 12
-19 comem menos que as porções recomendadas do grupo de proteínas, o que
pode levar a sérias conseqüências para seu desenvolvimento físico e cognitivo.
Uma só porção de 100g de carne magra é excelente fonte de proteína, zinco,
vitamina B12, selênio e fósforo, e boa fonte de niacina, vitamina B6, ferro e
riboflavina.
2. A carne contribui para a maioria da dieta ocidental:
Sabidamente, enquanto a ingestão de gorduras proveniente da carne está
declinando, a ingestão lipídica de outras fontes está aumentando.
As gorduras escondidas estão no grupo dos carboidratos e hortaliças e contribuem com
mais lipídeo às dietas americanas que as carnes vermelhas e/ou processadas.
3. A carne tem mais gordura, gordura saturada e calorias:
A carne bovina é hoje mais magra que antes e vai de encontro às normas de
uma dieta saudável, pobre em gordura saturada. A carne bovina é 20% mais
magra que o indicado pelo USDA 14 anos atrás, e há no mínimo 19 cortes de
carne, incluindo muitas das favoritas, que coincidem com as normas
governamentais para carnes magras.
Doze dos 19 cortes magros de carne
bovina têm, na média, somente um grama a mais de gordura saturada que um
peito de frango sem pele, em cada porção de 100g.
Ainda, os cortes mais
magros de carne bovina tem 8 vezes mais vitamina B12, 6 vezes mais zinco e
3 vezes mais ferro que peito de frango sem pele.
4. Uma dieta sem carne é mais saudável:
Os alimentos naturalmente ricos em nutrientes, como a carne magra, ajudam
as pessoas a obter mais nutrientes essenciais em menos calorias.
Uma porção
de 100g de carne magra contribui com menos de 10% das calorias numa dieta
diária de 2000kcal, já que é excelente fonte de proteína, zinco, vitamina B12,
selênio e fósforo, e boa fonte de niacina, vitamina B6, ferro e riboflavina.
Uma porção de 100g de carne magra tem a mesma quantidade de proteína
que 1 ½ xícaras de leguminosas (feijões), porém metade das calorias.
Ao contrário das proteínas vegetais, a carne magra é fonte de proteína de alta
qualidade e o suprimento alimentar mais prontamente disponível e ainda, fonte
facilmente absorvida de ferro e zinco. A carne bovina é excelente fonte de
vitamina B12, um nutriente essencial que não está prontamente disponível em
fontes protéicas vegetais.
5. Organizações de saúde recomendam o consumo de frango e peixe, mas não de carne vermelha:
Relatórios de especialistas do Programa de Educação Nacional ao Colesterol
atestam que 150 – 180g de carne magra por dia fazem parte apropriada de
dietas de baixo teor lipídico, destinadas a diminuir o colesterol sérico.
O relatório, aprovado pela Associação Americana do Coração e 26 outras grandes
organizações de saúde, diz “Não é necessário eliminar ou reduzir
drasticamente o consumo de carne vermelha magra. Carne magra contém
ferro altamente absorvível e é boa fonte de zinco e vitamina B12.”
6. Carne bovina é difícil de digerir:
A digestibilidade refere-se à proporção de um alimento disponível ao
organismo como nutriente absorvido. A carne bovina é altamente digerível –
de fato 97% da carne é digerível, em comparação a 89% da farinha de trigo e
65% da maioria das hortaliças.
Contudo, muitas pessoas relacionam
digestibilidade com a extensão de tempo que um alimento permanece no
estômago. A carne bovina e outros alimentos protéicos permanecem no
estomago por tempo maior que as frutas e hortaliças – e conseqüentemente
passam sensação de saciedade por um período maior de tempo.
7. Os hormônios de crescimento utilizados na produção da carne bovina não são seguros:
O conceito exposto abaixo está correto, porém, é importante salientar que no
Brasil é proibido por lei a utilização de hormônios ou promotores de
crescimento na pecuária Bovina. Dessa forma, essa prática muito comum nos
EUA não acontece no Brasil.
A industria da carne bovina esforça-se continuamente para aumentar a
eficiência em fornecer produtos de alta qualidade, conforme demanda dos
consumidores. “Hormônios promotores de crescimento” têm sido utilizados em
anos recentes para aumentar a habilidade do animal em utilizar com mais
eficiência os nutrientes que consomem, produzindo mais músculos e menos
gordura.
Os hormônios são administrados colocando-se um implante (cerca de
metade de uma borracha de lápis) sob a pele na parte central da orelha do
animal. Esta localização é utilizada porque as orelhas não são oferecidas para o
consumo humano.
Os animais que são implantados com estes hormônios crescem de 15 a 20%
mais rápido que os animais não tratados. Como beneficio, o gado produz mais
carne magra e menos gordura que o gado criado sem hormônios. Mas é esta
carne segura para o consumo humano? As evidencias mundiais científicas
indicam que não há perigo para a saúde humana resultante do consumo de
carne de animais implantados com hormônios promotores de crescimento.
8. São dadas grandes quantidades de antibióticos ao gado bovino em base regular:
Novamente é importante salientar, que o uso de antibióticos na pecuária
brasileira se restringe ao tratamento de alguma doença que acomete o animal,
sendo que a carência no período de abate é respeitada. Como os
confimanentos no Brasil são ainda uma parte muito pequena da produção
animal, pode-se dizer que a utilização de antibióticos como aditivos na
alimentação do gado simplesmente não ocorre, sendo seu uso exclusivamente
terapêutico.
Na realidade, os antibióticos são utilizados parcimoniosamente pelos criadores.
Antibióticos são usados para tratar animais que estão doentes, mas não é
permitida a comercialização destes animais até que os resíduos de antibióticos
tenham sido reduzidos a níveis seguros no sistema animal (como determinado
pelas leis da FDA nos EUA e pela ANVISA no Brasil).
Além do mais, a indústria bovina não fornece penicilina ao gado, pois nunca
provou ser eficiente, e nunca foi aprovada pela FDA para uso em aditivo
alimentar do gado. Tetraciclina, por outro lado, foi aprovada pela FDA e era
amplamente utilizada no passado. Deste 1985, o uso de tetraciclina como
aditivo alimentar rotineiro tem sido descontinuado, embora volumosos dados
da USDA e da FDA mostrem claramente que o uso de antibióticos na
alimentação não resulta em resíduos na carne.
9. Tem sido encontrados altos níveis de pesticida e resíduos na carne bovina e seus derivados:
Os resíduos de pesticida não foram considerados como problema na indústria
da carne bovina. São uma grande preocupação dos consumidores, mas estas
substancias representam pouco risco à saúde humana. Se porventura
acontecesse, qualquer possível resíduo na carne estaria bem aquém dos níveis
preconizados como inseguros pela FDA e a Organização de Saúde Mundial
(OMS).
Nos EUA, o FDA monitora de perto a sanidade de qualquer droga usada pela
industria bovina. O Serviço de Inspeção e Sanidade Alimentar da USDA
inspeciona os animais para assegurar que o suprimento de carne esteja seguro
e integral. Sob os regulamentos da FDA, a quantidade de resíduos na carne de
gado implantado com hormônios não pode exceder 1% da quantidade média
de hormônio produzido por um individuo no segmento mais sensível da
população humana.
Por exemplo, um menino saudável pré-pubescente, que
produz 41,500mg de estrógenos a cada dia (assumindo que 10% do
estrogênio digerido está sendo absorvido) teria de consumir mais que 2180
porções de 100g de carne bovina por dia para igualar o limite de 1%.
10. Existem bons alimentos e maus alimentos:
Não existe tal parâmetro de bom alimento e mau alimento em quantidades
apropriadas. Os alimentos não devem ser levados em conta isolados, mas deve
ser examinada a dieta total. Existem dietas saudáveis e existem dietas não
apropriadas.
Variedade e equilíbrio são as chaves de uma dieta saudável.
Traduzido e adaptado do Utah Beef Council por Licinia de Campos - 11/11/05.
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